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  <title>Notícias</title>
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    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/participe-da-reacao-contra-a-proposta-absurda-da-oi">        <title>Participe da reação contra a proposta absurda da Oi!</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/participe-da-reacao-contra-a-proposta-absurda-da-oi</link>        <description>Campanha "Banda larga é um direito seu", em parceria com o Avrazz e o Idec, lança mobilização pela internet para a garantia das metas de qualidades para internet questionada pela empresa Oi. </description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p>A Oi entrou com um
pedido de anulação das metas de qualidade para a banda larga
definidas em outubro pela Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel). Essa atitude demonstra que a empresa não tem nenhum
compromisso com a oferta de um serviço de internet de qualidade –
nem na banda larga fixa, nem na móvel – via celular ou modem 3G.</p>
<p><br /></p>
<p>A definição dessas
metas foi uma conquista da sociedade, que pressionou a agência a
adotar, pela primeira vez, parâmetros rigorosos para a qualidade da
banda larga. O pedido de anulação está nas mãos da Anatel, que
abriu uma consulta pública até 1º de fevereiro para ouvir a
opinião da sociedade sobre o assunto. Precisamos nos manifestar para
impedir qualquer retrocesso!</p>
<p><br /></p>
<p>O Idec produziu uma
campanha para reações em massa sobre o tema, com apoio da <em>Campanha
Banda Larga é um direito seu! </em>O
Avaaz também produziu uma campanha sobre o tema. Entrem e divulguem.</p>
<p><br /></p>
<p>Na
segunda-feira, dia 30, haverá um tuitaço para divulgar as
campanhas. A ideia é concentrar os tweets por volta de 16h. Algumas
sugestões de frases vão abaixo.</p>
<p><br /></p>
<p>#Oicontraqualidade
Diga não à proposta da Oi de derrubar os parâmetros de qualidade
para a internet! <a href="http://bit.ly/y30A3D" target="_blank">bit.ly/y30A3D</a> @digaoi<br />#Oicontraqualidade Não
deixe a Anatel aceitar a chantagem da Oi contra a qualidade na
internet! <a href="http://bit.ly/y30A3D" target="_blank">bit.ly/y30A3D</a> @digaoi<br />#Oicontraqualidade A Oi é contra
a qualidade da internet. Simples assim. Não deixe a Anatel ceder às
pressões! <a href="http://bit.ly/y30A3D" target="_blank">bit.ly/y30A3D</a> @digaoi</p>
<p><br /></p>
<p>É importante deixar
claro que o pedido da Oi não se sustenta porque:</p>
<p><br /></p>
<ul><li>
<p>As metas foram
	amplamente discutidas e passaram por consulta pública no segundo
	semestre de 2011. Não faz sentido rever uma decisão tomada há
	três meses!</p>
</li></ul>
<ul><li>
<p>Há anos, as teles
	são campeãs de reclamação nos órgãos de defesa do consumidor.
	Elas já demonstraram que não têm disposição para resolver esse
	problema por conta própria.</p>
</li><li>
<p>Em 90% dos
	municípios brasileiros, não há competição entre os serviços de
	banda larga, nem na fixa nem na móvel. Se a prestadora não oferece
	um serviço de qualidade, o consumidor não tem opção!</p>
</li><li>
<p>As metas adotadas
	estão tecnicamente fundamentadas e não há nenhum motivo para
	anulação de nenhuma delas.</p>
</li></ul>
<p><br /></p>
<p>Entre
na página preparada pelo Idec/Campanha <em>Banda larga é um
direito seu!</em> e mande sua
contribuição para a consulta da Anatel:</p>
<p><a href="http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/oicontraqualidade" target="_blank">http://www.idec.org.br/mobilize-se/campanhas/oicontraqualidade</a></p>
<p><br /></p>
<p>Entre também na
campanha da Avaaz:</p>
<p><a href="http://www.avaaz.org/po/brazil_anatel_vs_oi/?id" target="_blank">http://www.avaaz.org/po/brazil_anatel_vs_oi</a></p>
<p><br /></p>
<p>Precisamos mobilizar a
sociedade para evitar esse retrocesso.</p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-27T19:58:37Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/movimento-faz-ato-contra-globo-e-aciona-mpf-no-caso-bbb">        <title>Movimento faz ato contra Globo e aciona MPF no caso BBB </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/movimento-faz-ato-contra-globo-e-aciona-mpf-no-caso-bbb</link>        <description>Entidades feministas e da comunicação protocolaram representação pedindo ao Ministério Público uma ampliação da investigação sobre o caso. Nesta sexta, as entidades protestaram em frente à sede da emissora. </description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">As mobilizações da sociedade civil organizada se 
intensificaram esta semana no sentido de cobrar uma responsabilização da
 Rede Globo pela forma como tratou a suspeita de estupro ocorrida no 
programa Big Brother Brasil. Na última quinta-feira, a Rede Mulher e 
Mídia e dezenas de outras organizações signatárias protocolaram uma 
representação junto ao Ministério Público Federal pedindo novas 
investigações sobre o caso. O documento, direcionado à Procuradoria 
Regional dos Direitos do Cidadão, solicita que o MPF também faça uma 
análise de outros aspectos ainda não considerado pela Procuradoria.<br /> <br />As
 organizações entendem que, além do aspecto da estigmação das mulheres, 
que já está sendo apurado pelo MPF, é preciso investigar a 
responsabilidade da emissora pela ocultação de um fato que pode 
constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; por 
ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido 
quando ela estava desacordada; e por enviar ao país uma mensagem de 
permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável. <br /><br />Na
 representação, as entidades signatárias relacionam uma série de ações 
da emissora e da direção do BBB que teriam resultado nesses 
questionamentos. Entre elas, a edição da cena feita no programa de 
domingo e as declarações do direito geral Boninho e do apresentador 
Pedro Bial, que transformou uma suspeita de violência sexual em "caso de
 amor". "Tal postura da emissora não apenas viola a dignidade da 
participante como banaliza o tratamento de uma questão séria como a 
violência sexual, agredindo e ofendendo todas as mulheres", diz um 
trecho da representação.<br /><br />O documento também destaca que, pelo 
áudio da conversa da participante Monique com a produção do programa, 
vazado na internet no dia 16, fica claro que ela, até aquele momento, 
não tinha assistido às cenas da madrugada do dia 15. E lembra que, 
somente no dia 17 de janeiro - portanto, mais de 48 horas depois do 
ocorrido - os envolvidos foram ouvidos pela polícia e possíveis provas 
do crime foram recolhidas. A emissora, assim, teria violado o direito da
 participante saber o que tinha se passado com ela enquanto estava 
desacordada e prejudicado as investigações da polícia. <br /><br />As 
organizações do movimento feminista solicitaram ainda um direito de 
resposta coletivo em nome de todas as mulheres que se sentiram 
ofendidas, agredidas e que tiveram seus direitos violados pelo 
comportamento da Rede Globo. A Procuradoria Regional dos Direitos do 
Cidadão em São Paulo, que já solicitou explicações à emissora, agendará 
em breve uma reunião com os signatários da representação.<br /><br /><strong>Ato na porta da Globo em São Paulo &nbsp;<br /></strong><br />Na
 sexta-feira, o mobilização da sociedade civil foi em frente à sede da 
emissora em São Paulo. Dezenas de feministas e ativistas pelo direito à 
comunicação protestaram contra a postura da Globo, além de distribuírem 
para a população um manifesto pedindo a responsabilização da emissora 
pelo ocorrido. O protesto também foi contra os patrocinadores do 
programa - OMO, Niely, Devassa, Guaraná Antarctica, Fiat e energético 
Fusion.<br /><br />"Estamos aqui para dizer que não é mais possível aceitar a
 banalização da violência contra as mulheres, principalmente quando isso
 ocorre num programa de televisão, de uma emissora que é concessionária 
pública", disse Terezinha Vicente Ferreira, da Ciranda Internacional da 
Comunicação Compartilhada. "Isso ofende a todas as mulheres e tem um 
impacto enorme na formação dos valores na nossa sociedade", acrescentou.
 <br /><br />Para as organizações, o próprio formato do BBB se alimenta da 
exploração dos desejos e conflitos provocados entre os participantes, 
buscando explorar situações limite para conquistar mais audiência. "É 
mais um desserviço que é prestado ao país por esta emissora, que trata 
seus telespectadores como "hommers simpson" e cotidianamente atua no 
sentido contrário da democracia brasileira, ao criminalizar os movimento
 sociais, fazer campanhas contra os quilombolas e chegar ao cúmulo de 
negar a existência do racismo no Brasil", criticou o jornalista Pedro 
Pomar.<br /><br />Marco Ribeiro, da Federação dos Radialistas (Fitert), 
lembrou que, semanalmente, um quadro do programa Zorra Total, da mesma 
emissora, reforça a violência sexual contra as mulheres. "Todos os 
sábados a Globo faz piada com uma personagem que é vítima de assédio 
sexual no metrô, e diz ainda pra sociedade que ela deve se aproveitar 
desse assédio. É um absurdo", afirmou.<br /><br />Na manifestação, foi 
reforçada a necessidade do Ministério das Comunicações tomar 
providências em relação ao ocorrido, e do país debater imediatamente um 
novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem 
órgãos reguladores democráticos capazes de atuar rapidamente em 
situações como esta.<br /><br />"O Ministério das Comunicações declarou que 
está analisando se a Globo, neste caso, não veiculou imagens contrárias 
"à moral familiar e aos bons costumes", violando um dos aspectos da 
legislação&nbsp;&nbsp; do setor. No entanto, se trata de uma questão muito mais 
grave. Estamos falando da violação de direitos fundamentais, o que 
mostra que o país precisa de um marco regulatório que dê conta de 
enfrentar abusos cometidos em nome da liberdade de expressão", analisou 
João Brant, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.<br /><br />Renata
 Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, 
lembrou que a Globo, através da Abert (Associação Brasileira das 
Emissoras de Rádio e Televisão) é uma das maiores oponentes da 
construção de um novo marco regulatório das comunicações no país, e que 
historicamente distorce o conceito de regulação para passar para a 
população a idéia de que o Estado está tentando censurar a mídia. <br /><br />"Neste
 momento, com este mesmo argumento, a Abert defende no Supremo Tribunal 
Federal o fim da classificação indicativa, que é um dos poucos 
mecanismos que existem para proteger os direitos das crianças e 
adolescentes de conteúdos impróprios para seus desenvolvimento. Enquanto
 isso, a Globo se aproveita do espaço de uma concessão pública para 
violar uma série de direitos humanos", afirmou Renata.<br /><br />O tamanho 
da reação do público neste episódio, no entanto, mostra, na avaliação do
 movimento, que alguma coisa está mudando. "A TV Globo ainda acredita no
 seu poder inabalável. Mas, os tempos são outros. O caso do estupro no 
BBB é o tema mais comentado na Internet, é pauta diária no noticiário de
 todas as TV e rádios do país e teve que ser pautado até no <em>Jornal Nacional</em>.
 O que era para ser mais uma cena de sexo picante, mais um escândalo de 
audiência, tornou-se um debate nacional sobre a falta de limite ético na
 TV. Há muito tempo a TV Globo não era pressionada pela opinião publica 
com a veemência de agora. Precisamos aproveitar este momento para 
avançar na luta pela regulação da mídia", concluiu Jacira Melo, do 
Instituto Patrícia Galvão.<br /><br />A manifestação foi convocada pela&nbsp; 
Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão 
(Frentex), a Rede Mulher e Mídia e o Fórum Nacional pela Democratização 
na Comunicação (FNDC), e contou com a presença de diversas organizações,
 entre elas a Marcha Mundial das Mulheres, a Liga Brasileira de 
Lésbicas, o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Associação 
Brasileira de Radiodifusão Comunitária de São Paulo.</span></p>
<p><br /><span class="padrao"></span></p>
<p><span class="padrao"><em>Texto de Bia Barbosa para o Observatório do Direito à Comunicação</em><br /></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-23T21:17:46Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/forum-de-midia-livre-pauta-a-comunicacao-independente">        <title>Fórum de Mídia Livre pauta a comunicação independente </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/forum-de-midia-livre-pauta-a-comunicacao-independente</link>        <description>Nos dias 27 e 28 de janeiro, durante o Fórum Social Temático de Porto Alegre, ocorerrá a terceira edição do Fórum de Mídia Livre. O evento discutirá políticas públicas, tecnologica e o ativismo na internet.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">A construção de políticas públicas para mídias 
livres, a busca de uma rede social livre e o debate sobre as revoluções 
árabes serão temas do III Fórum de Mídia Livre (FML). O evento acontece 
em Porto Alegre nos dias 27 e 28 de janeiro, durante o Fórum Social 
Temático, e traz também discussão sobre o software livre, apropriação 
tecnológica e a regulação da mídia.<br />&nbsp;<br />“O evento será um importante
 espaço para debater políticas de comunicação para veículos 
alternativos, nesse se inserem rede de blogs, rádios comunitárias e 
plataformas de software livre, objetivando sempre políticas que 
assegurem o acesso, apropriação tecnológica e direito humano e 
universal”, afirma Rita Freire, da Ciranda Internacional da Comunicação 
Compartilhada.<br /><br />Organizado por entidades da sociedade civil e 
veículos alternativos, a terceira edição do evento servirá como 
preparatória para a sua versão internacional, o II Fórum Mundial de 
Mídias Livres (FMML), que ocorrerá em julho durante a Cúpula dos Povos 
na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento sustentável 
(RIO+20).&nbsp; &nbsp;<br /><br />A grande novidade da terceira edição do FML é o 
debate sobre a mídia e as revoluções árabes, contado com a presença de 
entidades internacionais como Ejoussour, organização civil do Marrocos 
que luta pela construção da democracia na região, e por iniciativas de 
mídia da Palestina. “O painel busca promover o intercâmbio e 
fortalecimento da discussão sobre mídia livre. Como a discussão lá fora 
está muito forte, devido ao contexto político desses povos e o processo 
de construção da democracia, achamos importante a criação desse painel 
”, aponta Bia Barbosa, integrante do Intervozes. <br /><br /><strong>Redes sociais livres</strong><br /><br />Nas
 discussões sobre apropriação tecnológica estará proposta a construção 
de uma grande rede social baseadas em software livre para os movimentos 
sociais. A ideia é criar uma rede autônoma que facilite a organização 
das organizações. “As redes&nbsp; mais utilizadas estão atreladas a empresas 
privadas, assim os movimentos sociais ficam à mercê dos interesses 
mercadológicos, pois as empresas podem retirar páginas coletivas do ar, 
por divergências ideológicas ou qualquer outro motivo”, afirma Bia.<br /><br /><strong>O FML </strong><br /><br />O
 Fórum nasceu para como espaço de articulação de iniciativas de mídia 
livre e debate sobre o direito à comunicação. A primeira edição do Fórum
 aconteceu no Rio de Janeiro, em 2008. O evento foi um dos articuladores
 do primeiro Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML), ocorrido no Pará, 
antes do início do Fórum Social Mundial em Belém. Já a segunda edição 
nacional do FML ocorreu em Vitória (ES), em 2009. <br /><br /><strong>Conexões Globais</strong><br /><br />Concomitantemente
 ao FML, dividindo o espaço físico e com uma proposta mais interativa, 
acontecerá o Conexões Globais, evento que procura promover o diálogo 
sobre as formas de ativismo social na era da internet.<br /><br />O Conexões
 contará com oficinas, webconferências, shows de música, lançamento de 
livros e atrações artísticas, atividades que terão em comum o apoio a 
cultura digital. Temas como direitos humanos e civis na internet e 
direito autoral estarão em discussão. “O evento é uma celebração a 
cultura digital e hacker, aos ativistas e protagonistas das novas formas
 de mobilização”, afirma Marcelo Branco, organizador das atividades. <br /><br />O
 intercâmbio com os movimentos que tiveram destaque em 2011 ocorrerá por
 meio de webconferência com ativistas da Espanha, Chile, países arábes, 
entre outros. “Teremos também uma webconferência com um ativista de 
Tóquio, onde ele debaterá o acesso à informação no vazamento de 
Fukushima. O Governo e a grande mídia ofuscavam os acontecimentos, mas 
as mídias sociais tiveram um papel fundamental de denunciar a gravidade 
do problema”, aponta Branco.<br /><br />Confira a programação do III Fórum de Mídia Livre no site&nbsp; <a href="http://www.forumdemidialivre.org/">http://www.forumdemidialivre.org</a>  e a programação do Conexões Globais no site <a href="http://conexoesglobais.com.br/" target="_blank">http://conexoesglobais.com.br</a>  .</span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-23T21:04:31Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-divulgam-nota-sobre-o-caso-bbb">        <title>Entidades divulgam nota sobre o caso BBB </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-divulgam-nota-sobre-o-caso-bbb</link>        <description>O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e a Rede Mulher e Mídia - espaços em que o Intervozes atua - em conjunto com outras organizações feministas lançaram manifesto cobrando a responsabilização da Rede Globo no suposto estupro ocorrido no programa Big Brother Brasil 12.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
 (FNDC), a Rede Mulher e Mídia e outras entidades do movimento de 
mulheres divulgaram nota conjunta pedindo a responsabilização da Globo 
no caso do suposto estupro no BBB. Para as organizações, são quatro os 
fatos que justificam a responsabilidade da emissora: <br /><br />• Ocultar um fato que pode constituir crime;<br />•
 Prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de
 permissividade diante de uma suspeita de estupro de uma pessoa 
vulnerável;<br />• Atrapalhar as investigações de um suposto crime;<br />• Ocultar da vítima as informações sobre os fatos que teriam se passado com ela quando estava supostamente desacordada.<br /><br />As
 organizações cobram o Ministério das Comunicações e ao Ministério 
Público Federal para que ajam a fim de garantir multas vultuosas e um 
direito de resposta coletivo para as mulheres. Elas pedem ainda que a 
população cobre os patrocinadores do programa para retirar seus 
anúncios. A nota cobra do Ministério das Comunicações também a 
apresentação para discussão imediata de propostas para um novo marco 
regulatório das comunicações. <br /><br />Veja abaixo a íntegra.<br /><em><br /><br /><strong>Pela imediata responsabilização da TV Globo no caso BBB<br /></strong><br />Dois
 fatos muito graves ocorreram esta semana envolvendo o Big Brother 
Brasil. O primeiro foi com a participante Monique, que pode ter sido 
vítima de crime praticado por outro integrante do programa. O segundo 
foi a absurda atitude da TV Globo frente ao ocorrido. Em relação ao 
primeiro, cabe à polícia apurar e à justiça julgar, buscando ouvir os 
envolvidos, garantindo que eles estejam livres de pressões e 
constrangimentos. Já em relação ao segundo, é preciso denunciar a 
emissora e os anunciantes que sustentam o programa, e cobrar as 
autoridades do setor.<br /><br />Frente a indícios de um possível abuso 
sexual contra uma mulher participante de um de seus principais 
programas, a Globo, além de não impedir a violência no momento em que 
ela poderia estar ocorrendo, tentou escamotear o fato, depois buscou 
tirar de circulação as imagens e finalmente assumiu o ocorrido sem 
nomeá-lo. Na edição de domingo do programa, após todas as denúncias que 
aconteciam pela internet, ela transformou a suspeita de um crime em uma 
cena "de amor". O espírito da coisa foi resumido pelo próprio 
apresentador Pedro Bial: “o espetáculo tem que continuar”. A atitude é 
inaceitável para uma emissora que é concessionária pública há 46 anos e 
representa uma agressão contra toda a sociedade brasileira.<br /><br /><br />Pelas
 imagens publicadas, não é possível dizer a extensão da ação e saber se 
houve estupro. A apuração é fundamental, mas o mais importante é o que o
 episódio evidencia. Em primeiro lugar, a naturalização da violência 
contra as mulheres, que revela mais uma vez a profundidade da cultura 
machista no país. No debate público, foram inúmeras as tentativas de 
atribuir à possível vítima a responsabilidade pela agressão, num 
discurso ainda inacreditavelmente frequente. O próprio diretor do 
programa, Boninho, negou publicamente que as imagens apontassem para 
qualquer problema.<br /><br />Em segundo lugar, o episódio revela o ponto a que pode chegar uma emissora em nome de<br />seus
 interesses comerciais. A Globo fatura bilhões de reais anualmente pela 
exploração de uma concessão pública, e mostra, com esse episódio, a 
disposição de explorá-la sem qualquer limite nem nenhum cuidado com a 
dignidade da pessoa humana. O próprio formato do programa se alimenta da
 exploração dos desejos e das cizânias provocadas entre os participantes
 e busca explorar situações limite para conquistar mais audiência. 
Assim, o que aconteceu não é estranho ao formato do programa; ao 
contrário, é exatamente consequência dele.<br /><br />Em terceiro lugar, 
fica evidente a ausência de mecanismos de regulação democrática capazes 
de apurar e providenciar ações imediatas para lidar com as infrações 
cometidas pelas emissoras. Como já vem sendo apontado há anos pelas 
organizações que atuam no setor, não há hoje regras claras que definam a
 responsabilidade das emissoras em casos como esse, nem tampouco 
instrumentos de monitoramento e aplicação dessas regras, como um 
Conselho Nacional de Comunicação ou órgãos reguladores.<br /><br />Uma das 
poucas regras existentes para proteger os direitos de crianças e 
adolescentes – a classificação indicativa – está sendo questionada no 
STF, inclusive pela Globo. A emissora, que costuma tratar qualquer forma
 de regulação democrática como censura, é justamente quem agora pratica a
 censura privada para esconder sua irresponsabilidade. É lamentável que 
precise haver um fato como esse para que o debate sobre regulação possa 
ser feito publicamente.<br /><br />Frente ao ocorrido, exigimos que as Organizações Globo e a direção do BBB sejam responsabilizados, entre outros fatos, por:<br /><br />• Ocultar um fato que pode constituir crime;<br />•
 Prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de
 permissividade diante de uma suspeita de estupro de uma pessoa 
vulnerável;<br />• Atrapalhar as investigações de um suposto crime;<br />• Ocultar da vítima as informações sobre os fatos que teriam se passado com ela quando estava supostamente desacordada.<br /><br />É
 preciso garantir, no mínimo, multas vultuosas e um direito de resposta 
coletivo para as mulheres, que mais uma vez tiveram sua dignidade 
atingida nacionalmente pela ação e omissão da maior emissora de TV 
brasileira.<br /><br />Os anunciantes do BBB – OMO (Unilever), Niely Gold, 
Devassa (Schincariol), Guaraná Antártica e Fusion (Ambev) e FIAT – 
também devem ser entendidos como co-responsáveis, e a sociedade deve 
cobrar que retirem seus anúncios do programa ou boicotá-los. Suas marcas
 estão ligadas a um reality show que, para além de toda a crítica sobre 
os valores que propaga à sociedade – da banalização do sexo e do consumo
 de álcool à mercantilização dos corpos – , permite a violação de 
direitos fundamentais.<br /><br />Finalmente, é fundamental que o Ministério
 das Comunicações coloque em discussão imediatamente propostas para um 
novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem 
órgãos reguladores democráticos capazes de atuar sobre essas e outras 
questões.<br /><br />Este é mais um caso cujas investigações não podem se 
restringir à esfera privada e à conduta do participante suspeito. 
Exigimos que o Poder Executivo cumpra seu papel de fiscal das 
concessionárias de radiodifusão e não trate o episódio com a mesma 
"naturalidade" dada pela TV Globo. Esperamos também que o Ministério 
Público Federal se coloque ao lado da defesa dos direitos humanos e da 
dignidade da pessoa humana e responsabilize a emissora pela forma como 
agiu diante de uma questão tão séria como a violência sexual contra as 
mulheres.<br /><br /><br />Brasil, 18 de janeiro de 2012<br /><br />FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação<br />Rede Mulher e Mídia<br />Articulação de Mulheres Brasileiras<br />Campanha pela Ética na TV/Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania<br />Ciranda<br />Coletivo Feminino Plural<br />Observatório da Mulher<br />Associação Mulheres na Comunicação - Goiânia<br />COMULHER Comunicação Mulher<br />HUMANITAS - Diretos Humanos e Cidadania<br />Marcha Mundial das Mulheres<br />Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos<br />SOF – Sempreviva Organização Feminista<br />SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia<br /><br /><br />Manifesto aberto a adesões de entidades e redes. Para aderir, escreva para 
 <a href="mailto:imprensa@fndc.org.br">imprensa@fndc.org.br</a></em></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-19T14:00:29Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-do-mercosul-apoiam-plataforma-brasileira">        <title>Entidades do Mercosul apoiam plataforma brasileira</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-do-mercosul-apoiam-plataforma-brasileira</link>        <description>Participantes da Cúpula Social do Mercosul publicam carta apoiando os processos de mobilização por uma nova legislação da comunicação no Brasil e no Uruguai. </description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p>Representantes da sociedade civil do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai se encontraram mais uma vez na XII Cúpula Social Mercosul, realizada em Montevidéu, nos dias 19 e 20 de dezembro de 2011. As entidades discutiram temas relacionados à cidadania e a integração entre os países da América do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A comunicação social foi novamente um dos temas em discussão na Cúpula. A declaração da Comissão de Comunicação aprovada na plenária final reforçou o apoio às mobilizações pela democratização da comunicação no Brasil, através da “Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil”. Também foi apoiada a mobilização por mudanças na legislação do Uruguai, a partir das propostas da “Aliança Civil por uma Comunicação Democrática”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Intervozes foi a única entidade brasileira da área da comunicação presente no encontro. Gésio Passos, que esteve representando o Coletivo, aponta a importância</p>
<p>do intercâmbio entre os diversos movimentos sociais para a luta por direitos no países do bloco. “Vários países passaram ou estão passando por mobilizações para reforma dos seus sistemas de mídia. É importante somarmos esforços para garantir o direito à comunicação em todo cone sul”, afirma Passos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As organizações também defenderam a integração cultural dos povos originários e afrodescendentes, populações migrantes, pessoas com deficiência, mulheres, crianças e jovens. Além disso, reivindicaram a participação efetiva da sociedade civil na Reunião Especializada de Comunicação Social (RECS) - responsável pelas política de comunicação dos países do Mercosul e a implementação de&nbsp;&nbsp; políticas concretas e imediatas para democratizar a comunicação.</p>
<strong><br />A Cúpula Social</strong>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Cúpula Social do Mercosul foi criada em 2006 como a instância de debate entre sociedade civil e os governos do bloco, sendo realizada em paralelo ao encontro oficial dos chefes de Estado. Entre os temas da Cúpula estão a migração, direitos humanos, trabalho, gênero, raça, diversidade e orientação sexual e a comunicação. A próxima Cúpula está programada para julho de 2012, na Argentina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
Confira a íntegra da declaração aprovada pelas entidades presentes na Cúpula Social do Mercosul
<p>:</p>
<em><br /><strong><br />Declaração da Comissão de Comunicação da Cúpula Social do Mercosul<br />Montevidéu, Dezembro 2011</strong><br /><br />Na cidade de Montevidéu, Uruguai, participantes e integrantes da sociedade civil, reunidos e reunidas na Comissão de Comunicação dentro da Cúpula Social do Mercosul declaramos:<br /><br />- Não podemos dizer que vivemos em uma sociedade democrática se as comunicações não são concebidas como direito natural e constitucional de todos e todas.<br /><br />Nesse sentido, a Relatoria Especial de Liberdade de Expressão da CIDH em seu CAPÍTULO III MARCO JURÍDICO INTERAMERICANO DO DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO manifesta: “Os Estados têm a obrigação de garantir, proteger e promover o direito à liberdade de expressão em condições de igualdade e sem discriminação, assim como o direito da sociedade conhecer todo tipo de informações e ideias. No marco desta obrigação, os Estados devem evitar o monopólio público ou privado na propriedade e no controle dos meios de comunicação, e promover o acesso de diferentes grupos às frequências e licenças de rádio e televisão, qualquer que seja sua modalidade tecnológica”.<br /><br />-Propomos a criação de uma instância de recepção de denúncias e reclamações frente ao descumprimento das garantias e direitos estabelecidos no Capítulo mencionado.<br /><br />-Declaramos a necessidade da participação ativa e fomentada pelos Estados, das organizações sociais da sociedade civil na discussão, elaboração e implementação de novas leis de comunicação que reflitam o novo mapa social do nosso continente, que exige a democratização da palavra, a pluralidade de vozes, e o fim da concentração dos meios de comunicação tal qual o neoliberalismo definiu em nossos países. Partimos da ideia de que a comunicação é um direito humano e não uma mercadoria. Um passo fundamental nesta direção é institucionalizar a criação, onde ainda não existe, dos Conselhos Consultivos da Sociedade Civil e seu fortalecimento nos países membros do bloco onde já existe.<br /><br />Além disso, é necessário também assegurar a participação das organizações sociais na Reunião Especializada de Comunicação Social e promover mecanismos que assegurem a representação destas organizações nos espaços de discussão das políticas públicas referentes à comunicação.<br /><br />- Manifestamos, no mesmo sentido, que a Comunicação é intrínseca ao desenvolvimento das organizações e instituições da comunidade e que deve potencializar o crescimento delas. Não devemos nos remeter a ela como um simples espaço para a difusão de notícias e atividades. Reafirmamos a viabilidade da relação entre organização, comunicação e educação, no atual contexto Latino-americano como uma concepção e ferramenta indispensável para aprofundar as transformações sociais, econômicas e políticas que se estão levando adiante.<br /><br />-Ratificamos o que está expresso no documento da Ilha do Cerrito, Chaco, Argentina, no qual nós, movimentos sociais, reconhecemos e valorizamos os meios próprios, comunitários e populares, que comprometem os maiores esforços em potencializar e articular seu trabalho a partir do olhar de nossos povos, e disputar os sentidos com o discurso do poder.<br /><br />-Reconhecemos a relevância das experiências desenvolvidas a partir de práticas de economia social e solidária para impulsionar e dar sustento à produção e difusão articulada das múltiplas vozes da sociedade civil.<br /><br />-Entendemos que é hora de trabalhar fortemente na integração de nossos povos facilitando o diálogo intercultural, integrando a diversidade de vozes e dando visibilidade aos povos originários e afrodescendentes, populações migrantes, pessoas com deficiência, mulheres, meninas, meninos e jovens, para fazer em conjunto uma América possível. É estratégico hoje, portanto, avançar na produção de conteúdos que deem conta desta nova realidade na região e dos sujeitos sociais e políticos que são protagonistas do referido processo.<br /><br />-Solicitamos que os Estados desenvolvam políticas públicas para meios em zonas de fronteira, que tendam a oferecer conteúdos a favor da integração com participação das populações envolvidas e que esta integração seja prioritária na hora da elaboração das normas técnicas.<br /><br />-Nos congratulamos com a criação de uma comissão de tecnologias sociais, comprometendo nossa participação dentro dela, e dando ênfase à necessidade de desenvolver o software livre como plataforma comum de nossos países. Reafirmamos a vontade de encontrar marcos de acordos com esta comissão, que permitam implementar atividades em conjunto, potencializando o fortalecimento e desenvolvimento de ambas as comissões.<br /><br />-Apoiamos e subscrevemos o Documento (Anexo I) apresentado pela Aliança Civil por uma Comunicação Democrática na República Oriental do Uruguai e sua clara contextualização de objetivos e desafios que se apresentam frente à TVT e à incorporação de novas tecnologias.<br /><br />-Apoiamos e fazemos nossa a luta por uma nova Lei Regulatória da Comunicação impulsionada por organizações civis brasileiras no ano de 2011 proposta no Documento (Anexo II) denominado “Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil”.<br /><br />-Valorizamos os esforços das organizações uruguaias para avançar na implementação de uma legislação em matéria de acesso à informação; nos comprometemos em realizar um estudo profundo da legislação de nossos países para avançar neste sentido. Da mesma forma, apoiamos as ações que se levam adiante para implementar uma lei de Comunicação.<br /><br />-Propomos a adoção de medidas que garantam às pessoas com deficiência o acesso aos meios de comunicação televisivos mediante a implementação do Legendado Oculto, Audiodescrição e Língua de Sinais em toda a programação e o acesso aos jornais diários e revistas digitais e a toda informação institucional mediante o desenvolvimento de páginas de internet acessíveis levando em conta as recomendações de nível internacional.<br /><br />-Propomos que os Estados, mediante a implementação de políticas públicas, estabeleçam pautas que contribuam na formação e no exercício do jornalismo sobre o tratamento da diversidade e em especial das deficiências.<br /><br />-Finalmente, reiteramos o chamado a nossos Presidentes para definir e implementar políticas concretas e imediatas para democratizar a comunicação com a participação ativa das organizações sociais.<br />&nbsp;<br />Montevidéu, 19 de dezembro de 2011<br /><br /><br />Texto de Luana Luizy para o Observatório do Direito à Comunicação</em>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-13T20:06:30Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/bahia-empossa-conselho-estadual-de-comunicacao">        <title>Bahia empossa Conselho Estadual de Comunicação </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/bahia-empossa-conselho-estadual-de-comunicacao</link>        <description>O governador Jaques Wagner instalou nesta terça (10/01) o Conselho de Comunicação em Salvador. Fruto da mobilização da sociedade civil, o Conselho terá como objetivo formular a política de comunicação do estado.
</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">A<em> terra de todos os santos</em> vem se 
destacando nos últimos anos pelo pioneirismo nos debates e propostas 
relativas ao setor das comunicações. Na manhã desta terça um novo passo 
foi dado em Salvador: a instalação e posse dos 27 integrantes do 
primeiro Conselho Estadual de Comunicação do país.<br /><br />De caráter 
consultivo e deliberativo, o Conselho de Comunicação da Bahia foi criado
 por lei estadual em maio do ano passado a partir de um amplo processo 
de discussões. Resultante da mobilização da sociedade, o Conselho terá 
uma composição paritária entre representantes do poder público, do 
segmento empresarial e dos movimentos sociais e entidades populares.<br /><br />Dentre
 as atribuições do Conselho, destacam-se a formulação e acompanhamento 
da política pública de comunicação social do estado; a elaboração do 
Plano Estadual de Políticas Públicas de Comunicação Social; a defesa dos
 direitos difusos e coletivos no que tange à comunicação social; e o 
fomento à produção e difusão de conteúdos locais e veículos populares e 
independentes.<br /><br /><strong>Comunicação como direito</strong><br /><br />A
 solenidade de posse dos conselheiros foi ressaltada por muitos como um 
momento histórico na luta pela democratização das comunicações no estado
 e no Brasil. O diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na 
Bahia, Danilo Assunção, apontou que esta é uma ação que pode influenciar
 movimentos semelhantes em outros estados. “Este é um pontapé para 
começarmos uma política nacional em todas as regiões que favoreça a 
comunicação como um direito de todos”, disse Assunção.<br /><br />Para a 
integrante do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, 
Julieta Palmeira, o Conselho marca a conquista de um instrumento que 
efetiva a comunicação como direito pela população baiana, pois “em todos
 os cantos deste estado, o cidadão poderá usufruir e incidir na política
 de comunicação”, afirmou.<br /><br />Segundo o representante do Intervozes 
no Conselho da Bahia, Pedro Caribé, a instalação do órgão representa o 
primeiro passo para suprir uma demanda reprimida da sociedade baiana. 
Para ele, “o momento agora é de lutar para construir políticas realmente
 públicas que abarquem a produção, distribuição e acesso à comunicação 
enquanto direito”.<br /><br /><strong>Liberdade de expressão</strong><br /> <br />A
 criação de Conselhos Estaduais foi uma das principais propostas 
aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em 2009. Desde 
então, alguns estados sinalizaram com a possibilidade de efetivação 
destes instrumentos, o que gerou uma reação de veículos da grande mídia e
 de partidos conservadores acusando as propostas de terem o objetivo de 
cercear a liberdade de expressão.<br /><br />A instalação da primeira gestão
 do Conselho da Bahia demonstra a legitimidade do instrumento, 
garantindo que o não é interesse da sociedade e nem do poder público 
censurar a atividade da imprensa. Para o Secretário de Comunicação do 
Estado da Bahia e Presidente do Conselho Estadual, Robinson Almeida, com
 a efetivação do Conselho a Bahia enterra um discurso reacionário de que
 governos democráticos querem promover a censura. “Estamos mostrando que
 numa democracia tão importante quanto construir obras é convocar a 
sociedade a discutir todas as áreas. Se o povo discute saúde, cultura e 
educação porque não discutir também comunicação?”, questiona Almeida.<br /><br />O
 Governador Jaques Wagner frisou durante o ato de posse dos conselheiros
 a importância da comunicação para a consolidação da democracia. “Nós 
que lutamos tanto pela democracia sabemos a importância deste momento, 
por isso entendemos que a sociedade tem o direito de debater o que 
quiser. Se não for assim, não estaremos vivendo uma democracia plena. É 
preciso deixar claro para alguns setores da sociedade que nós não 
queremos controlar ninguém, mas também não queremos ser controlados. O 
Conselho será um espaço em que a sociedade e governo devem interagir 
para ampliar a democracia na área de comunicação”, afirmou Wagner.<br /><br />A
 representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação 
(FNDC), Renata Mielli, ressaltou que “é preciso garantir em cada estado a
 participação popular nas políticas de comunicação. Assim, conseguimos 
retirar o obstáculo do senso comum de que debater comunicação significa 
censurar os meios”. Para Mielli o debate precisa ser replicado em outros
 estados e também em nível nacional, com a reativação do Conselho 
Nacional de Comunicação – órgão auxiliar do Congresso Nacional.<br /><br />Outro
 elemento apontado durante a posse do Conselho é o papel dos estados no 
desenvolvimento de políticas públicas de comunicação. Presente à 
solenidade, a Diretora de Políticas Públicas da Secretaria de 
Comunicação do Rio Grande do Sul – estado que também já sinalizou com a 
criação do Conselho de Comunicação – Cláudia Cardoso, afirma que há uma 
mudança de paradigma no setor. “Conseguimos ultrapassar o debate de que 
cabe a uma instância nacional promover políticas para a área das 
comunicações. Agora, outros estados poderão perceber que também têm 
responsabilidades em debater questões locais junto a suas populações, o 
que pode gerar um grande movimento em defesa da criação de instrumentos 
como os conselhos”, destaca.<br /><br /><strong>Caminhos para a criação</strong><br /><br />A
 Constituição da Bahia, promulgada em 1989, já previa no seu artigo 227 a
 criação do Conselho como instrumento responsável por formular a 
política de comunicação social do estado. Desde então, os diversos 
movimentos da sociedade tentaram pautar a criação do conselho, sem 
sucesso. Para Julieta Palmeira, o descaso do governo mostrava "a 
concepção autoritária de Estado vigente durante anos na Bahia". &nbsp;<br />&nbsp;<br />Esta
 ideia começou a se alterar com a realização em 2008 da 1ª Conferência 
Estadual de Comunicação da Bahia, uma atividade pioneira no país que 
contou com a participação do governo e da sociedade. Já em 2009, a Bahia
 ainda realizou sua etapa regional da 1ª Conferência Nacional de 
Comunicação (Confecom). Nestes dois fóruns foi aprovada a criação do 
Conselho Estadual de Comunicação, estabelecendo um debate público sobre a
 participação social na comunicação. <br />&nbsp;<br />A partir das conferência, o
 Governo criou em 2010 um Grupo de Trabalho responsável pelo projeto de 
lei de criação do Conselho. “O GT realizou uma audiência pública e ao 
final chegou a uma proposta de consenso. Obviamente, ao final todas as 
partes envolvidas saíram ganhando e perdendo”, lembra Pedro Caribé. &nbsp;<br />&nbsp;<br />Em
 seguida, o projeto de criação do Conselho foi encaminhado e aprovado na
 Assembleia Legislativa em abril de 2011, em conjunto com uma polêmica 
mudança do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IDERB) da 
Secretaria de Cultura para a Secretaria de Comunicação. A etapa 
posterior foi a escolha dos membros do Conselho, que ocorreu de forma 
democrática e participativa. &nbsp;<br />&nbsp;<br />Naquele momento, a sociedade 
percebeu a necessidade de unidade das entidades e criou a Frente Baiana 
pelo Direito à Comunicação, que pleiteou autonomia na indicação dos 
conselheiros e escolheu seus candidatos através de plenária com mais de 
30 entidades. Eis que em dezembro os membros foram eleitos, inclusive 
todos aqueles escolhidos pela Frente.<br /><br /><strong>Os desafios</strong><br /><br />Para
 as entidades da sociedade civil que compõem o Conselho, de início o 
órgão já tem uma série de desafios sobre os quais se debruçar. Estes 
questões foram apontados na plataforma política de lançamento da Frente 
Baiana pelo Direito à Comunicação e retomados durante a solenidade de 
posse do Conselho.<br /><br />Certamente, um&nbsp; dos primeiros será a distinção
 entre comunicação pública e comunicação estatal. Neste sentido, as 
entidades reivindicam abertura do IRDEB para a participação social. 
“Temos na Bahia um importante instrumento de comunicação que necessita 
ter seu caráter público ampliado. O Conselho de Comunicação deve reunir 
esforços para propor uma reformulação do Conselho Curador do IRDEB com 
participação majoritária da sociedade civil”, defende Pedro Caribé.<br /><br />O
 representante do Intervozes afirma também que há um tabu sobre o modelo
 de distribuição das verbas publicitárias do Governo do Estado. De 
acordo com Caribé, “como a fonte são recursos públicos, a população 
deveria saber como e pra quem está sendo repassado. Além disso, as 
verbas publicitárias devem contemplar a diversidade de veículos 
existentes no estado”.<br /><br />A área da internet deve receber atenção 
especial do Conselho de Comunicação. Para o conjunto das entidades é 
tarefa do órgão em articulação com o Poder Executivo avançar na 
construção de um plano estadual de banda larga que garanta internet 
universal e de qualidade a todos cidadãos baianos.<br /><br />Outro desafio 
do Conselho será pautar o debate sobre a violação de direitos humanos 
nos veículos de comunicação. A lei que regulamenta o Conselho prevê que o
 órgão deve incidir diretamente nesta questão, encaminhando denúncias de
 abusos e violação desses direitos às instituições competentes. <br /><br />Agora
 instalado e com membros empossados, a primeira ação do Conselho será 
elaborar o seu regimento interno que definirá o seu funcionamento e 
organização.<br /><br /><a class="external-link" href="http://direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=8733">Texto de Paulo Victor Melo para o Observatório do Direito à Comunicação.</a><br /></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-12T20:18:21Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/acao-contra-concessoes-de-radio-e-tv-e-protocolada-no-stf">        <title>Ação contra concessões de rádio e TV é protocolada no STF</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/acao-contra-concessoes-de-radio-e-tv-e-protocolada-no-stf</link>        <description>O Intervozes e o Partido Socialismo e Liberdade protocolaram uma Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a políticos titulares de mandato eletivo.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p>O Partido Socialismo e Liberdade protocolou nesta quinta-feira 
(15/12) junto ao Supremo Tribunal Federal, uma Arguição por 
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a outorga e 
renovação de concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a 
empresas que possuam políticos titulares de mandato eletivo como sócios 
ou associados. Na ADPF, o partido afirma que o controle de emissoras de 
rádio e TV por políticos é inconstitucional e viola direitos 
fundamentais como o acesso à informação, a liberdade de expressão, o 
pluralismo político e a realização de eleições livres, além do princípio
 da isonomia, da isenção e independência do membros do Poder 
Legislativo.</p>
<p>A ADPF foi elaborada em parceira com o Intervozes – Coletivo Brasil 
de Comunicação Social, organização da sociedade civil que defende o 
direito à comunicação. O texto traz uma lista de deputados e senadores 
da atual legislatura que são sócios de empresas concessionárias de 
radiodifusão. O estudo, que levou em conta o sistema do Ministério das 
Comunicações e Anatel e a declaração de bens dos candidatos ao TSE/TREs,
 revela que, na atual legislatura, 41 deputados e 7 senadores são sócios
 ou associados de pessoas jurídicas com outorgas de radiodifusão. Este 
número considera apenas os que têm envolvimento nominal direto. Se 
considerados parentes em primeiro grau e participações indiretas, esse 
número pode chegar a 52 deputados e 21 senadores, como indica 
levantamento da Transparência Brasil.</p>
<p>“A ação, no entanto, não discute a constitucionalidade de qualquer 
outorga em específico. Queremos apenas que o STF defina se tal controle 
viola preceitos constitucionais fundamentais e imponha as medidas 
necessárias para corrigir essas distorções”, explicou Bráulio Araújo, 
advogado responsável pela ADPF e associado do Intervozes.</p>
<p>Para o presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente, a 
prática é claramente inconstitucional. “Trata-se de uma intervenção 
daqueles que exercem o poder estatal nos meios de comunicação de massa, e
 que assim podem limitar ou determinar, de acordo com seus interesses, a
 divulgação de informações e opiniões. Isso não apenas favorece esses 
políticos e seus partidos no momento da eleição como permite, num claro 
conflito de interesses, que os parlamentares usem o poder da 
radiodifusão para legislar em causa própria. É algo que fere brutalmente
 a democracia”, afirmou Ivan Valente.</p>
<p>Em coletiva à imprensa realizada na tarde desta quinta-feira em 
Brasília, o deputado lembrou que o número de senadores, deputados, 
prefeitos, governadores e vereadores que controlam concessionárias de 
radiodifusão pode ser muito maior, já que os laranjas e testas-de-ferro 
não são contabilizados oficialmente. Ivan Valente também criticou a 
omissão e conivência do Poder Executivo neste setor, que mesmo após a 
determinação de licitações para a concessão de outorgas procurou brechas
 para seguir usando as emissoras de rádio e TV como moeda de troca. 
“Fernando Henrique e Lula fizeram isso com as emissoras educativas e até
 com as comunitárias”, afirmou.</p>
<p>Para o deputado Chico Alencar, trata-se de um verdadeiro coronelismo 
eletrônico, com as emissoras sendo usadas para reforçar o poder de 
políticos que já tem mandato. “Antigamente, quem tinha o poder da 
religião era quem controla o poder da região. Hoje quem faz isso são os 
meios de comunicação”, disse Chico Alencar.</p>
<p>Na ação, o PSOL pede que o STF conceda liminar proibindo a outorga ou
 renovação de concessões para empresas que possuam políticos como sócios
 e, no julgamento do mérito, ordene que políticos que exerçam mandato 
eletivo se retirem das empresas concessionárias, permissionárias ou 
autorizatárias de radiodifusão em 30 dias. Ao mesmo tempo, requer que o 
STF determine que o Poder Judiciário não mais diplome políticos eleitos 
que sejam sócios ou associados de empresas radiodifusoras; e que o Poder
 Legislativo não mais dê posse a políticos eleitos que sejam sócios ou 
associados de empresas radiodifusoras.</p>
<p>“Queremos que o STF simplesmente garanta o cumprimento da 
Constituição Federal, que já proíbe esta questão em seu artigo 54 e 
através de diversos direitos fundamentais, que não podem ser violados 
impunemente”, afirmou Gésio Passos, membro da Coordenação do Intervozes.</p>
<p>O coletivo elaborou e apresentou a ADPF a quatro partidos políticos 
que integram a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o 
Direito à Comunicação com Participação Popular, já que não tem 
prerrogativa de mover este tipo de ação junto ao Supremo. Mas o PSOL foi
 o único partido que encampou a ADPF.<br /><br /><em>Texto de Bia Barbosa</em></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-10T21:12:13Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/recife-sedia-primeiro-encontro-nacional-pelo-direito-a-comunicacao">        <title>Recife sedia primeiro Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/recife-sedia-primeiro-encontro-nacional-pelo-direito-a-comunicacao</link>        <description>Organizações locais e nacionais se mobilizam para encontro que buscará a convergência de pautas entre os dias 9 e 11 de fevereiro. As inscrições de atividades e participantes ainda estão abertas.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">Mês de fevereiro, em Recife batuques e frevos 
ecoam pelas ruas. Momento ideal para reencontrar as raízes de 
resistência e suas reconfigurações e inovações.&nbsp; E é nesse tom que vai 
ocorrer o I Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), entre 
os dias 09 e 11 de fevereiro na Universidade Católica de Pernambuco.<br /><br />O
 bloco é puxado pelo Centro de Cultura Luz Freire (CCLF) e tem como 
apoiadores entidades já tarimbadas e outras que, apesar de pouca 
conhecidas nacionalmente, já exercem práticas profundas de transformação
 social. Ivan Moraes, coordenador do CCLF, sintetiza porque o ENDC já 
atingiu a marca de 300 participantes inscritos:&nbsp; "É um momento especial,
 ano passado foi de muita ação e articulação. Existe um espectro grande 
de grupos praticando ou discutindo a comunicação enquanto direito".<br /><br />Os
 exemplos para Ivan estão em espaços de incidência tradicionais como a 
plenária do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), 
ocorrida em dezembro de 2011, e também em sujeitos que atuam na "nova 
política" das marchas e redes sociais e buscaom modelos mais horizontais
 de participação. "O que se espera desse&nbsp; encontro é que esses sujeitos 
possam se reconhecer como personagens da mesma luta", almeja.<br /><br />O 
metódo é um dos pilares para angariar tante gente diferente. Debates, 
grupos de trabalho e atividades autogestionadas irão compor a 
programação do encontro. Para Paulo Victor Melo, membro da coordenaçao 
do Intervozes, a metodologia irá propiciar uma maior troca para a busca 
de uma ação política mais conjunta. "A ideia é que o encontro convirja 
as agendas e pautas das diversas organizações e militâncias onde o 
direito á comunicação é um tema central", afirma.<br /><br />Na construção 
também se preza pela colaboração. As reuniões da comissão organizadora 
são abertas e no site www.endc.org.br é possível inscrever atividades 
até o dia 20 de janeiro, sem o peso das seleções: "Não vamos fazer 
concurso para as melhores atividades, mas o que for proposto, vamos 
atuar para ser legitimado da melhor forma", tranquilza Ivan. Já os 
interessados poderão se inscrever gratuitamente até o dia 30 de janeiro.<br /><br />Entre
 os temas e práticas convencionais, o marco regulatório das comunicações
 será tema de mesa de debates e contará com a presença de Rosane 
Berttoti, nova coordenadora geral do FNDC. Com expectativas pela 
nova função, Rosane ressalta os desafios para culminar no marco 
regulatório: "O FNDC tem que ser o elo para articular diversos atores, 
com pensamento tático diferenciado, a partir do tipo de cada 
organização. O grande desafio é articular o que tem de melhor nessa 
diversidade".</span></p>
<p><br /><span class="padrao"></span></p>
<p><span class="padrao"><em>Texto de Pedro Caribé para o Observatório do Direito à Comunicação</em><br /></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2012-01-10T21:41:12Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/acao-contra-concessoes-de-radio-e-tv-para-politicos-sera-apresentada-ao-stf">        <title>Ação contra concessões de rádio e TV para políticos será apresentada ao STF</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/acao-contra-concessoes-de-radio-e-tv-para-politicos-sera-apresentada-ao-stf</link>        <description>Intervozes e PSOL apresentarão amanhã no Congresso Nacional a Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a políticos titulares de mandato eletivo.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><strong><em>[Por problemas de agenda, a Coletiva foi antecipada para 14h]</em></strong><br /><br />O Intervozes em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolará amanhã, quinta-feira (15), no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a outorga e renovação de concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a empresas que possuam políticos titulares de mandato eletivo como sócios ou associados.&nbsp;
<br />&nbsp;<br />Os argumentos são que o controle de emissoras por políticos com mandatos eletivos viola o direito à informação, a liberdade de expressão, o pluralismo político e a realização de eleições livres, entre outros direitos fundamentais. Ação pede liminar do STF ordenando que políticos se retirem das empresas e que novas outorgas não sejam concedidas ou renovadas. Coletiva à imprensa acontece nesta 5a, às 14h, em Brasília.
<br />&nbsp;<br />A ADPF afirma que o controle de emissoras de rádio e TV por políticos viola direitos fundamentais como o acesso à informação, a liberdade de expressão, o pluralismo político e a realização de eleições livres, além do princípio da isonomia, da isenção e independência do membros do Poder Legislativo.
<br />&nbsp;<br />A Ação traz uma lista de deputados e senadores da atual legislatura que são sócios de empresas concessionárias de radiodifusão. Ao todo, 52 deputados (10,15%) e 18 senadores (22%) são sócios ou associados de emissoras de rádio e TV. No mandato de 2005-2008, 147 prefeitos eram proprietários de emissoras de rádio ou TV. Das 2.205 rádios comunitárias autorizadas pelo Ministério das Comunicações de 1999 a 2004, 1.106 (50,2%) tinham vínculos políticos. A ação do PSOL, no entanto, não discute a constitucionalidade de qualquer outorga em específico. Pretende apenas que o STF defina se tal controle viola preceitos constitucionais fundamentais.
<br />&nbsp;
<br />O PSOL pede que o STF conceda liminar proibindo a outorga ou renovação de concessões para empresas que possuam políticos como sócios e ordene que políticos que exerçam mandato eletivo se retirem das empresas concessionárias, permissionárias ou autorizatárias de radiodifusão em 30 dias.
<br />&nbsp;<br />O Intervozes, entidade da sociedade civil que luta pelo direito à comunicação, elaborou a Ação que foi apresentada a diversos partidos, sendo que o PSOL foi o único que encampou a ADPF. Segundo a Constituição Federal, entidades da sociedade civil não podem entrar com este tipo de ação.
<br />&nbsp;
<br /><strong>A entrevista coletiva</strong> será concedida à imprensa nesta quinta-feira, 15 de dezembro, às 14h, no Plenário 16, anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. Estarão presentes o deputado federal Ivan Valente, presidente nacional do PSOL; Bráulio Araújo, advogado responsável pela ADPF e associado do Intervozes; e Gésio Passos, coordenador do Intervozes.
<br />&nbsp;
<br /><strong>Mais informações para a imprensa:
</strong><br />Gésio Passos - Intervozes: (61) 8130-0407
<br />Mariane Andrade - Liderança do PSOL na Câmara: (61) 8157-9979<br />Bia Barbosa - Mandato Deputado Federal Ivan Valente PSOL/SP: (11) 8151-0046<br />Coletiva: 15/12 (5a feira), 14h30, Plenário 16, anexo II - Câmara dos Deputado</p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-12-14T21:40:06Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/sociedade-mais-forte-na-luta-pelo-marco-regulatorio">        <title>Sociedade mais forte na luta pelo marco regulatório</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/sociedade-mais-forte-na-luta-pelo-marco-regulatorio</link>        <description>XVI Plenária marca momento de ampliação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e a criação de um campanha ampla para mobilizar a sociedade por uma nova regulação da mídia.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p align="left"><span class="padrao">Foi encerrada no sábado (10), em São Paulo, a XVI 
Plenária do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). 
Com o tema “20 anos, 20 pontos” – uma referência aos 20 anos do Fórum e à
 “Plataforma da sociedade civil por um novo marco regulatório das 
comunicações” - o evento apontou para o fortalecimento do FNDC como 
espaço de construção da unidade do movimento de comunicação.<br /><br />A 
Plenária teve como destaque a presença de novas entidades filiadas ao 
Fórum em um movimento de pluralidade e unidade de diversas forças 
políticas. Assim foi aprovada a ampliação da Coordenação Executiva do 
FNDC de seis para nove entidades, o fortalecimento do seu Conselho 
Deliberativo com 21 entidades e as estratégias para a luta pela 
democratização da comunicação para os próximos dois anos. <br /><br />A nova
 Coordenação Executiva para o biênio 2012-2013 contará com parte das 
entidades que já estavam a frente do FNDC, como a Central Única dos 
Trabalhadores (CUT), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a 
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO), a Associação
 Nacional de Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão
 (ANEATE) e a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Rádio e TV 
(FITERT). A incorporação de novos atores como o Intervozes, o Centro de 
Estudos Barão de Itararé, a Associação de Rádios Públicas do Brasil 
(ARPUB) e Federação Interestadual dos Trabalhadores em Comunicações 
(FITTEL) na Coordenação simbolizaram a renovação do movimento. Uma das 
organizações fundadoras do FNDC, a Federação Nacional dos Jornalistas 
(FENAJ) optou não compor a Coordenação Executiva neste período.<br /><br />Eleita
 nova Coordenadora-geral do FNDC, a Secretária de Comunicação da CUT, 
Rosane Bertotti, avalia que esta composição reflete o novo momento do 
Fórum. “O FNDC está incorporando companheiros das mais variadas 
entidades e tendências para ampliar a participação na batalha pela 
democratização da comunicação. Agregar mais entidades para a direção do 
FNDC é ampliar a luta. Se houver hegemonia de uma ou outra, o Fórum 
perde sua característica de aglutinador dos diversos atores dessa luta”.
 disse.<br /><br />A Secretária-Geral do Barão de Itararé, Renata Mielli, 
afirma que “a dimensão da luta pelo direito à comunicação exige que o 
Fórum seja mais forte, que existam mais comitês regionais para dar mais 
capilaridade à nossa luta, que mais entidades venham para o FNDC”. Para 
Mielli, a nova Executiva terá mais capacidade de ação e reflete o 
crescimento do Fórum neste ano.<br /><br />O fortalecimento do Conselho 
Deliberativo do FNDC como instância responsável por ampliar as 
definições das pautas políticas também foi destacada pelos participantes
 da plenária. De acordo com o representante do Intervozes, João Brant, 
essa estrutura interna deve estimular o debate e a participação sem 
engessar a ação política. “Isso significa ter uma lista de discussão com
 as entidades, ampliar os canais de diálogo com os comitês e frentes 
estaduais e a realização de reuniões e eventos periódicos”, afirmou. <br /><br /><strong>Mobilização</strong><br /><br />A
 XVI Plenária do FNDC avaliou que o atual cenário político coloca a 
comunicação como um dos principais temas da agenda de debates e ações da
 sociedade civil. As diversas pautas apontam a necessidade de uma 
mobilização da sociedade para o avanço nas propostas de democratização 
do setor.<br /><br />A principal resolução aprovada, neste sentido, foi a 
construção de uma campanha ampla em defesa do novo marco regulatório das
 comunicações, destacada em diversas teses apresentadas na Plenária. 
Para representante da ARPUB, Orlando Guilhon, o principal desafio é 
“articular o movimento social e a sociedade civil para uma campanha 
forte pela regulamentação da comunicação”.<br /><br />A proposta é que a 
mobilização se concentre nos princípios da “Plataforma da Sociedade 
Civil pelo Novo Marco Regulatório” e envolva diversas articulações e 
movimentos, como os blogueiros progressistas, a mídia alternativa, a 
rede de pontos de cultura, o movimento juvenil e estudantil.<br /><br />Para
 João Brant esta Campanha deve ressaltar o aspecto positivo das mudanças
 que estão sendo propostas. “Defendemos uma comunicação que contemple a 
diversidade e o pluralismo da sociedade brasileira. Uma comunicação que 
garanta os direitos dos segmentos vulneráveis, como mulheres, crianças e
 adolescentes, negros, pessoas com deficiência. Além de defasado e 
arcaico, o atual marco regulatório não garante nenhum destes 
princípios”, destaca.<br /><br />Renata Mielli acredita que a campanha deve 
dialogar com entendimentos mais simples sobre o tema. “Precisamos falar 
para as grandes massas. Temos que encontrar um caminho que articule 
amplos setores da sociedade e que pressione o governo a assumir essa 
discussão”, enfatizou.<br /><br />Além da campanha pelo marco regulatório, a
 XVI Plenária definiu que o FNDC deve ter papel ativo em outras pautas 
da comunicação, a exemplo da defesa do caráter público da EBC, a 
participação na Campanha Banda Larga é um Direito Seu, a luta pela 
criação dos conselhos estaduais e o acompanhamento das ações da Frente 
Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com 
participação Popular (Frentecom).<br /><br /><em>Texto de Paulo Victor Melo para o Observatório do Direito à Comunicação</em><br /></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-12-12T22:19:46Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/a-classificacao-indicativa-e-o-retrocesso-brasileiro">        <title>A Classificação Indicativa e o retrocesso brasileiro </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/a-classificacao-indicativa-e-o-retrocesso-brasileiro</link>        <description>Artigo analisa a votação do Supremo Tribunal Federal sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que pede o fim da obrigatoriedade de horáriospara a classificação indicativa de programas de TV.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">O Brasil está diante de um retrocesso histórico. A 
qualquer momento pode ser votada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 
queda de parte de uma das maiores conquistas no que tange à regulação da
 comunicação no Brasil: a Classificação Indicativa. Na tarde da última 
quarta-feira (30/11), o STF iniciou o julgamento da Ação Direta de 
Inconstitucionalidade (ADIN) que pede o fim da obrigatoriedade de 
horários, em conformidade com as faixas etárias, para a classificação 
indicativa de programas de rádio e TV. Apesar de a ação questionar 
especificamente a vinculação da programação aos horários adequados às 
faixas etárias, como prevê, inclusive, o Art. 220 da Constituição 
Federal, esta medida coloca em risco a eficácia de todo o processo da 
Classificação Indicativa para televisão e rádio. <br /><br />A ação, movida 
pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), já teve o voto favorável de 
quatro ministros e não houve continuidade da votação ainda na mesma 
seção porque o Ministro Joaquim Barbosa pediu vistas ao processo. A ADIN
 é claramente movida pelos interesses das emissoras de rádio e 
televisão, que desde a implementação das Portarias que regulamentam a 
Classificação Indicativa tentam derrubá-la. Vale a pena lembrar da 
tentativa de mudança do fuso horário do Acre em benefício dessas redes 
há cerca de dois anos e as propagandas criticando o projeto.<br /><br />O 
processo que deu origem ao Manual da Classificação Indicativa e às 
Portarias (1220/2006 e 1000/2007) que regulamentam a Constituição 
Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, assim como o Código 
Civil, além de outras leis correlatas, foi um processo democrático que 
contou com a participação de diferentes atores da sociedade. Como 
resultado deste processo, o Brasil tornou-se referência na regulação de 
uma classificação etária para conteúdo audiovisual e jogos em todo o 
mundo. <br /><br />Explicando rapidamente o processo, visto que até os votos
 dos Ministros demonstram uma clara incompreensão ou desconhecimento das
 Portarias, a Classificação Indicativa é uma norma constitucional 
processual que resulta do equilíbrio entre o direito de liberdade de 
expressão e o dever de proteção absoluta de crianças e adolescentes. Em 
vários processos legais que envolvem direitos e deveres, haverá colisões
 entre eles e a&nbsp; busca de uma solução para este embate parte da 
compreensão dos direitos e das liberdades individuais e coletivas, bem 
como da observância dos deveres para que se possa viver em sociedade. A 
Classificação Indicativa é o resultado possível de um processo 
democrático que visa a resolver conflitos. <br /><br />Neste processo, 
especificamente, estão envolvidos o Estado, a sociedade (e aqui também 
as empresas que produzem conteúdos) e as famílias. Se há uma compreensão
 mundial, inclusive com acordos e tratados assinados pelo Brasil e pela 
maioria dos países democráticos, de que as crianças e adolescentes 
precisam de proteção, o Estado deve garantir as condições da sociedade e
 da família cuidarem desses seres em clara situação de risco e 
vulnerabilidade. Indubitavelmente, uma das situações em que os pequenos 
se encontram em vulnerabilidade é no contato com obras culturais e 
audiovisuais. Frente à crescente importância que estes meios têm na vida
 e na formação das crianças e dos adolescentes, não se pode expor sem 
cuidado determinados temas abordados nestas obras. <br /><br /><strong>A decisão é da família</strong><br /><br />Dentre
 estes temas e conteúdos, há consenso sobre três questões relativas à 
proteção das crianças: a exposição às drogas, à violência a ao sexo. São
 apenas a partir destes três pontos - seus atenuantes e agravantes - que
 se posiciona a Classificação Indicativa. É com relação ao percentual de
 sexo, drogas e violência que uma obra é classificada etariamente. Não 
há em qualquer momento a sugestão de que o autor altere a sua criação, 
mas apenas a adequação a uma determinada classificação etária. &nbsp;<br /><br />E
 para que serve essa classificação? Ao contrário do que se tenta passar,
 o Estado não interfere, não dita e não resolve nada do que vai ser 
visto pelo seu filho ou filha. Esta continua sendo uma escolha da 
família e somente dela. A Portaria da Classificação Indicativa criou, 
como resultado de todo processo (do qual participaram advogados, 
psicólogos, produtores audiovisuais, professores de comunicação etc), o 
Manual da Classificação Indicativa. O Manual diz respeito a todos os 
produtos, classificando as obras como “Especialmente Recomendado”, 
“Livre”, “10, 12, 14,16 e 18 anos”. <br /><br />Quem faz essa Classificação 
Indicativa? Em primeira instância sempre o produtor! No caso do cinema e
 dos jogos eletrônicos, estes produtos são levados ao Ministério da 
Justiça, que averigua a adequação da obra aos critérios brasileiros. Na 
grande maioria dos casos, a classificação é adequada e apenas em um 
percentual muito pequeno existe a solicitação de readequação. Cabe 
lembrar que os pais podem optar por autorizar seus filhos para que eles 
vejam filmes com classificação diferente da indicada para sua idade - 
com exceção apenas dos filmes de 18 anos - ou podem comprar jogos de 
luta, morte, sexo e drogas para os seus filhotes de 8 anos. A decisão é 
dos pais! O Estado exige apenas que o produtor classifique e averigua 
tal classificação, caso isso seja do interesse ou curiosidade dos pais. O
 produtor, por sua vez, faz seu papel de classificar e submeter à 
análise do Ministério da Justiça. E à família cabe escolher o conteúdo a
 que seus filhos vão ter acesso. <br /><br /><strong>Adequação do horário de exibição</strong><br /><br />No
 caso da televisão, o produto não passa antecipadamente pelo Ministério 
da Justiça. Havendo denúncia de inadequação, que pode ser feita pela 
própria sociedade ou pelos profissionais do Ministério da Justiça que 
monitoram a programação, o programa é notificado e é solicitada a 
readequação da classificação sugerida. O que há de diferente para as 
empresas de rádio e televisão é que a adequação da faixa etária está 
atrelada aos horários em que as crianças e adolescentes estão expostos à
 televisão. No caso, os pais que trabalham fora de casa o dia inteiro e 
que não podem exercer diuturnamente a sua fiscalização, não correm o 
risco de chegar em casa e saber que seus filhos assistiram na “Sessão da
 Tarde” um filme com conteúdo de violência, drogas ou sexo inadequado 
para a idade deles. <br /><br />O que as redes de televisão querem é a 
“liberdade” de passar a qualquer hora qualquer classificação e você, que
 não está em casa o dia todo, ou que se ausentou para ir resolver 
qualquer problema, ou que estava lavando as roupas, trocando as fraldas 
ou fazendo o almoço, tenha que lidar com a chance de que seus filhos 
vejam “Pânico na TV” ou “Cine Prive” à tarde. <br /><br />O que se está 
discutindo não é se o Estado vai ou não resolver o que seus filhos vão 
assistir - já está claro que o papel do Estado não é esse. Ele apenas 
auxilia para que você saiba o conteúdo e possa escolher, e o que se 
coloca em questão é justamente a não possibilidade de&nbsp; que pais, mães ou
 responsáveis estejam presentes o tempo todo com seus filhos. E a 
depender do julgamento do STF, é o mercado quem vai decidir o conteúdo 
ao qual os seus filhos terão acesso. E, como se sabe, se o programa 
“Pânico na TV” tem elevados índices de audiência passando às 23h, vai 
ter ainda mais passando às 17h – não restam muitas dúvidas de qual será a
 opção da emissora. Mas você ainda não chegou do trabalho, ou é a hora 
de pegar o outro filho na escola... problema seu! É isso que está em 
jogo. São as leis do mercado se sobrepondo à realidade das famílias 
brasileiras às leis estabelecidas, como o Estatuto da Criança e do 
Adolescente. <br /><br />Há também que se esclarecer que ao contrário do que
 declarou em seu voto o Ministro Toffoli, a classificação indicativa é 
presente sim em muitos países. Os Estados Unidos, a Argentina, o Chile, a
 Áustria e a França são exemplos de países que têm classificação 
indicativa (www.midiativa.tv/direitos/classindimundo.doc). Não estamos 
inventando a roda e ainda estamos muito distantes de países democráticos
 como a Noruega, o Canadá e tantos outros em que a publicidade para 
crianças já não existe ou é dirigida apenas aos pais. Isso sim é 
proteger as crianças, que são o presente e o futuro de um país.<br />&nbsp;<br /><strong>Decisões problemáticas</strong><br /><br />Vale
 ainda lembrar que esta não é a primeira decisão do STF que privilegia 
os interesses dos empresários da comunicação, sem que qualquer ação até 
agora movida contra eles tenha logrado êxito. Há pouco tempo, o Tribunal
 votou a revogação da Lei de Imprensa, por completo, apesar de a mesma 
já ter seus piores artigos vetados. Ocorre que até hoje não foi votada 
no Congresso Nacional a nova Lei de Imprensa e os meios de comunicação 
estão funcionando sem nenhuma regulação. O mesmo foi feito com a queda 
da obrigatoriedade do Diploma para o exercício da profissão de 
jornalista. Sob o argumento de que este seria um empecilho à liberdade 
de expressão, o Ministro Gilmar Mendes, em seu voto de Relator, tão 
preocupado com a democratização da comunicação, esqueceu-se também de 
questionar concentração e os grandes conglomerados de comunicação, estes
 sim o principal empecilho à liberdade de expressão. A atualização da 
regulação da profissão, que independe da exigência do diploma, até o 
momento não aconteceu. Além destas, o Supremo também considerou 
improcedente a ação contra a consignação de novos canais para os 
radiodifusores prevista no decreto que criou o Sistema Brasileiro de 
Televisão Digital. <br /><br />No entanto, outras ações movidas para que o 
Estado faça cumprir os artigos do capítulo da Comunicação Social 
presentes Constituição Federal, como a que veta o monopólio e o 
oligopólio das comunicações, ainda não foram apreciadas pela mesma 
Corte.<br /><br /></span><span class="padrao"><em>Marina Martins </em><em>é jornalista,  
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Brasília. 
Professora Substituta da UnB e Membro do Intervozes – Coletivo Brasil de
 Comunicação Social.</em></span></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-12-12T22:18:17Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-defendem-um-novo-rumo-para-a-comunicacao-publica">        <title>Entidades defendem um novo rumo para a comunicação pública </title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-defendem-um-novo-rumo-para-a-comunicacao-publica</link>        <description>Sociedade se mobiliza para cobrar do governo do Estado mudanças na Fundação Aperipê - órgão gestor das emissoras públicas sergipanas. Uma gestão mais democrática é o foco do movimento.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="padrao">O fortalecimento da comunicação pública vem 
conquistando espaço na pauta de diversas entidades e movimentos sociais 
de Sergipe. Na última semana, um conjunto destas organizações divulgou 
uma <a href="entidades-se-mobilizam-em-defesa-da-comunicacao-publica-em-sergipe" target="_blank">nota pública</a>
  reivindicando um novo projeto para a Fundação Aperipê (FUNDAP), órgão 
ligado ao governo estadual e gestor das emissoras de rádio e TV 
públicas.<br /><br />Em linhas gerais, as entidades signatárias da <a href="entidades-se-mobilizam-em-defesa-da-comunicacao-publica-em-sergipe" target="_blank">nota</a>
  pautam a necessidade de uma reestruturação na Fundação Aperipê. Um 
projeto de lei nesse sentido, inclusive, já foi construído no ano de 
2010, a partir de um grupo de trabalho formado por representantes da 
sociedade civil e do Governo de Sergipe. Desde então, o projeto se 
encontra em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e nunca foi 
conduzido pelo Governo.<br /><br />Esta morosidade no encaminhamento foi o 
motor para a retomada das mobilizações sociais. As entidades voltaram a 
defender a reestruturação da FUNDAP baseada em quatro eixos: gestão, 
financiamento, conteúdo e direitos trabalhistas.<br /><br /><strong>Participação Social</strong><br /><br />A
 gestão da Aperipê é caracterizada pela existência de um Conselho 
Deliberativo - formado por secretários de Estado, pela Superintendência 
que administra a Fundação e por um representante dos funcionários, sendo
 presidido pelo Secretário de Educação, pasta a qual está vinculada a 
FUNDAP. Este Conselho é o órgão responsável pelo estabelecimento das 
metas da Fundação, pela sua forma de execução, transparência da gestão e
 pelo controle do seu desempenho.<br /><br />Em 2007, com os ares de mudança
 no cenário da comunicação brasileira a partir da criação da Empresa 
Brasil de Comunicação (EBC), a Aperipê TV foi pioneira. Em outubro 
daquele ano, a emissora sergipana foi a primeira TV estadual a aderir de
 forma plena à Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP-TV) comandada 
pela EBC.<br /><br />A <a href="http://www.tvbrasil.org.br/novidades/wp-content/uploads/2010/08/Norma-de-Rede-RNCP-TV-Anexo-I.pdf" target="_blank">norma</a> <a href="http://www.tvbrasil.org.br/novidades/wp-content/uploads/2010/08/Norma-de-Rede-RNCP-TV-Anexo-I.pdf" target="_blank">  que estabeleceu a RNCP-TV </a>
 diz que os “integrantes da Rede estabelecerão com a EBC cronograma para
 instalação de conselho curador ou órgão assemelhado de controle 
social”, além de atender modelo institucional indicado pelo <a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/11/cartadebrasilia.pdf" target="_blank">I Fórum Nacional de TVs Públicas</a>
 . No momento da assinatura do convênio, foi anunciado pela própria 
Superintendência da FUNDAP mudanças na gestão da emissora. Porém, desde 
então, nenhuma transformação ocorreu. Esta é uma das principais 
reivindicações das entidades locais.<br /><br />Segundo Carol Westrup, do 
Coletivo Intervozes, esta transformação é urgente, inclusive, para se 
afinar com a proposta da EBC. “Já se passaram quatro anos da vinculação à
 TV Brasil e está na hora de implementar o modelo de gestão 
participativa aqui em Sergipe, como tem avançado o Conselho Curador da 
EBC”, destaca.<br /><br />Para ela, a participação social é determinante 
para o caráter público da Aperipê, sendo fundamental a ampliação das 
representações na gestão. “Nenhum outro elemento é tão importante como a
 participação da sociedade nos processos de tomada de decisão. 
Defendemos que o Conselho seja a instância superior, com ampla 
participação de organizações da sociedade, representantes dos 
sindicatos, através de uma consulta pública, com mecanismos de eleição 
direta e mandatos estabelecidos”.<br /><br />A proposta de reestruturação na
 gestão de uma TV pública não é algo utópico, inclusive, porque já 
existe em outros estados, como na Fundação Piratini, no Rio Grande do 
Sul. De acordo com Westrup, “em Sergipe há uma estagnação. Os gaúchos, 
por exemplo, têm na gestão da comunicação pública um Conselho 
Deliberativo que conta com associações de municípios, sindicatos de 
músicos, de jornalistas. Então, é possível aqui termos este como um 
exemplo e ampliar as vozes que gerem a Aperipê”.<br /><br /><strong>A mídia que o sergipano se vê</strong><br /><br />Historicamente,
 as emissoras vinculadas à Fundação Aperipê têm cumprido um papel 
relevante para o crescimento da produção artística e difusão cultural no
 estado. Apoio a seminários, festivais de música e exibição de 
documentários são algumas das ações que colocam a Aperipê como um dos 
principais veículos de escoamento da produção local.<br /><br />O membro do 
Fórum Permanente do Audiovisual, Baruch Blumberg, ressalta que a&nbsp; FUNDAP
 é peça-chave na divulgação e fomento da cultura sergipana. Para ele, “a
 Aperipê é uma importante vitrine para os produtos audiovisuais 
sergipanos, e tem, por obrigação, abrir espaço para a produção 
independente local, fazendo com que os produtores, através de editais ou
 outros meios públicos e democráticos, possam produzir conteúdo”.<br /><br />Porém,
 as entidades denunciam que algumas decisões da atual gestão revelam um 
retrocesso no papel da Aperipê como “janela” para a produção cultural 
sergipana. Exemplo disto foi o corte de recursos para a realização do 
Festival Aperipê de Música, etapa estadual do Festival de Música da 
ARPUB – Associação das Rádios Públicas do Brasil.<br /><br />Edézio Aragão, 
demitido há pouco mais de quinze dias da direção da Aperipê FM, revela 
que houve descaso com o festival. “A gestão atual sinalizou 
positivamente para a realização do evento e depois o abandonou o evento 
por meses”, afirma Edézio. O ex-funcionário ainda aponta que não contou 
com apoio das demais diretorias da empresa para divulgação e cobertura 
do evento, que foi realizado mesmo com todas as dificuldades. <br /><br />O 
Diretor-Presidente da Fundação Aperipê, Luciano Correia, aponta os 
problemas na própria organização do Festival. “Na nossa avaliação, o 
festival cometeu falhas cruciais. Faltou mais dedicação mesmo, 
transpiração. Havia, sim, um aperto financeiro que nos ameaçou neste 
ano, mas que não chegou a comprometer nossas atividades fins”, declarou.<br /><br /><strong>Público X Governamental</strong><br /><br />Uma
 denúncia feita pelas entidades refere-se a interferências do Governo do
 Estado na programação das emissoras da FUNDAP. Carol Westrup afirma que
 “a comunicação em Sergipe é vista como mero instrumento de divulgação 
das ações governamentais. A Aperipê é mais um espaço de consolidação 
desse olhar”.<br /><br />Westrup revela que há uma deliberada ingerência da 
Secretaria de Comunicação pautando, inclusive, a divulgação de 
atividades oficiais em detrimento da programação tradicional. Ela cita 
como exemplo a inauguração de um estádio de futebol no interior do 
estado em maio deste ano. “Naquele dia, os sergipanos deixaram de 
assistir ao programa Repórter Brasil, da rede de TV’s públicas 
brasileiras, porque a direção da TV decidiu transmitir ao vivo o 
discurso do Governador durante a reinauguração do estádio Francão, em 
Estância”, apontou a militante.<br /><br />Para a integrante do Intervozes é
 legítimo que as ações governamentais de interesse público sejam 
veiculadas nas emissoras públicas, mas questiona: “as TV Sergipe ou 
Atalaia (TV’s comerciais do estado) deixam de transmitir o seu jornal 
para passar o discurso do governador? Por que, então, a Aperipê pode 
mudar a sua programação de acordo com a agenda do governo?”<br /><br />O 
Presidente da FUNDAP rebate afirmando que “o governo do Estado jamais 
fez qualquer ingerência ou, sequer, sugeriu alguma linha a ser adotada”.
 O gestor questiona, inclusive, o caráter público da Aperipê. “Temos 
garantido o caráter público de nossa existência e funcionamento, embora a
 rigor, sejamos uma TV e rádios do Governo do Estado de Sergipe e não 
uma BBC, esta sim, pública, porque financiada pelos impostos dos 
cidadãos ingleses'”, afirma Luciano Correia.<br /><br />O Secretário Adjunto
 de Comunicação do Governo de Sergipe, Sales Neto, concorda com seu 
colega e garante que a denúncia não procede. Para ele, “a Aperipê é 
estatal e tem autonomia administrativa. Portanto, não há ingerência”.<br /><br />No
 projeto de reestruturação, uma das propostas das entidades é a criação 
de um Conselho de Programação, composto por servidores da Aperipê e 
representantes da sociedade. Este Conselho seria responsável por 
“definir as linhas para a programação das emissoras, avaliar e monitorar
 o seu conteúdo, a partir dos princípios de construção da cidadania 
participativa, consolidação da democracia, garantia do direito à 
informação e desenvolvimento da consciência crítica”, observa Westrup.<br /><br /><strong>Autonomia financeira </strong><br /><br />Outra
 proposta defendida pelas entidades é a ampliação das fontes de 
financiamento da Fundação Aperipê. Atualmente, todos os recursos da 
Fundação são oriundos da Secretaria de Educação.<br /><br />Para o diretor 
da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias em Sergipe (ABRAÇO-SE), 
Roberto Amorim, este é um fator preocupante, pois “a cada governo que 
entre em Sergipe pode variar o montante de recursos para a Aperipê, 
deixando-a numa grande instabilidade financeira”.<br /><br />No orçamento 
previsto para 2012 pelo governo de Sergipe, os recursos destinado à 
FUNDAP é de pouco mais de 9 milhões de reais. Destes, cerca de 90% são 
reservados para gastos com pessoal e serviços administrativos. Já para 
investimentos, o governo disponibilizou apenas R$ 738.210,00.<br /><br />Além
 de contestar o baixo recurso, as entidades defendem a criação de um 
fundo orçamentário público específico advindo da arrecadação de impostos
 e outras prestações de serviços e consultorias na área da comunicação 
pública.<br /><br />“Os recursos atuais não dão para avançar na modernização
 necessária e nem na formação dos servidores, muito menos para 
realização de projetos com comunicação comunitária e pública. A Aperipê 
tem condições reais de estabelecer parcerias e convênios com outras 
emissoras públicas do país e do exterior para constituir projetos que 
contribuam também na sustentabilidade das emissoras”, garante o 
representante da ABRAÇO-SE.<br /><br /><strong>Direitos dos trabalhadores</strong><br /><br />A
 valorização dos trabalhadores é outra proposta das entidades na 
reestruturação da Aperipê. O Sindicato dos Jornalistas de Sergipe 
denuncia que há uma política de precarização dos trabalhadores. Segundo a
 presidenta do sindicato, Caroline Rejane, “são anos e anos de 
desvalorização, de desrespeito e de humilhações. Além de não terem 
salários condizentes, também nunca houve uma política de formação 
continuada e incentivos aos trabalhadores”.<br /><br />De acordo com Rejane,
 o melhor meio de inverter este cenário é com a criação do Plano de 
Cargos e Salários que proporcione remunerações dignas e priorize a 
valorização dos trabalhadores. As entidades reivindicam ainda a imediata
 abertura de concurso público para todas as áreas da Fundação Aperipê, 
de modo a regularizar e ampliar o quadro funcional.<br /><br />Para dar 
continuidade à mobilização em defesa do fortalecimento da comunicação 
pública em Sergipe, as entidades propuseram mais uma vez à 
Superintendência da FUNDAP a criação de um Grupo de Trabalho para 
encaminhar as propostas de reestruturação da Aperipê. Segundo Carol 
Westrup até o momento não houve resposta. “Estamos aguardando o 
posicionamento da direção da Aperipê e do Governo do Estado para 
continuarmos discutindo e avançando nas nossas propostas”, declarou a 
integrante do Intervozes.<br /><br /><em>Texto de </em></span><em><span class="small">Paulo Victor Melo para o Observatório do Direito à Comunicação						
					</span></em></p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-12-12T22:15:30Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-se-mobilizam-em-defesa-da-comunicacao-publica-em-sergipe">        <title>Entidades se mobilizam em defesa da comunicação pública em Sergipe</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/entidades-se-mobilizam-em-defesa-da-comunicacao-publica-em-sergipe</link>        <description>Sociedade civil apresenta propostas para a reestruturação da Fundação Aperipê - responsável pelas emissoras públicas do estado - que vem sofrendo com corte de gastos e mudança na política implementada nos últimos anos.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><span class="Apple-style-span">
<div class="clearfix uiHeaderTop">
<div>
<h2 class="uiHeaderTitle">Fundação Aperipê: Uma nova gestão, um novo projeto</h2>
</div>
</div>
<div class="clearfix"><br />Assine o abaixo-assinado <a class="external-link" href="http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N16668">aqui</a>.</div>
</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As entidades e organizações abaixo-assinadas, representativas de diversos segmentos da sociedade sergipana, vêm por meio desta Nota Pública, se posicionar a respeito de fatos que estão ocorrendo na Fundação Aperipê e propor caminhos para a ampliação do caráter público da FUNDAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fatos recentes no que diz respeito a questões trabalhistas, técnicas e de diálogo com a sociedade demonstram um grave problema na gestão da Fundação Aperipê. Eis alguns destes fatos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Uma nova gestão</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Funcionários da Aperipê – tanto da TV como das rádios AM e FM – afirmam que a gestão do atual Superintendente, Luciano Correia, está sendo marcada por uma política equivocada de corte de gastos, desde redução de salários, e retirada de instrumentos de trabalho, a exemplo de telefones institucionais. Esses cortes têm prejudicado o bom desenvolvimento dos trabalhos, principalmente nas emissoras de rádio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os servidores também reclamam da ausência de diálogo entre o Superintendente e os trabalhadores. De acordo com os servidores, desde que assumiu a Fundação Aperipê, Luciano Correia ainda não realizou uma reunião com as equipes, apenas com os diretores das emissoras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estudantes de Comunicação Social, em estágio na FUNDAP, reclamam da ausência de coordenação e monitoramento dos estágios. O Departamento de Marketing da FUNDAP, por exemplo, esteve aproximadamente três meses sendo coordenado por estagiários. Atraso de pagamento dos salários é também uma reclamação dos estagiários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Produtores culturais independentes afirmam que o Luciano Correia encerrou contratos com diversas produtoras e firmou contrato com a WG Produções para produzir programas da Aperipê TV. Questionamos: houve licitação pública para escolha da produtora? As produtoras independentes foram informadas que seus contratos seriam encerrados? O contrato com a WG Produções foi publicizado na imprensa sergipana?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após a chegada de Luciano Correia à Superintendência da FUNDAP, 15 de julho, iniciaram-se a transmissão de boletins informativos do Governo do Estado de Sergipe na programação das emissoras. Uma escuta ao conteúdo dos informativos revela que não são materiais de utilidade pública, mas boletins oficiais, o que se configura como ingerência governamental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Programas já tradicionais da Aperipê TV, a exemplo do Forró no Asfalto foram retirados do ar, sem nenhum comunicado à sociedade espectadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As dificuldades e desafios da Fundação Aperipê não são de hoje, porém estes fatos revelam um grave problema na gestão atual da FUNDAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isto, entendemos o diálogo como o melhor caminho para a resolução destes problemas. Neste sentido, na semana seguinte à posse de Luciano Correia, o Fórum Sergipano pelo Direito à Comunicação protocolou ofício solicitando reunião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o encontro, ocorrido no dia 27 de julho, o Fórum Sergipano pelo Direito à Comunicação apresentou o projeto de reestruturação da Fundação Aperipê, a partir de quatro eixos: gestão, financiamento, conteúdo e direitos trabalhistas. Este documento foi construído por entidades da sociedade civil e a anterior gestão da Fundação Aperipê. O Superintendente da FUNDAP afirmou não conhecer o referido projeto – que encontra-se na Procuradoria Geral do Estado - e solicitou um tempo para se debruçar sobre o mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste período, o Fórum Sergipano pelo Direito à Comunicação promoveu um Seminário sobre a Fundação Aperipê, no dia 5 de agosto, trazendo a Sergipe a rica experiência do movimento social em Pernambuco que se mobilizou para pautar o fortalecimento da TV pública daquele estado. Eis que o Superintendente da FUNDAP, Luciano Correia, não compareceu à atividade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como encaminhamento do Seminário, foi proposta uma nova reunião entre o Fórum Sergipano pelo Direito à Comunicação e a Superintendência da FUNDAP. Nesta reunião, realizada no dia 15 de agosto, o Fórum entregou uma reivindicação: que o Superintendente criasse um Grupo de Trabalho com participação da sociedade civil e do Governo para discutir de forma permanente o projeto de reestruturação da Aperipê.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Superintendente Luciano Correia não encaminhou a proposta apresentada pelo Fórum e sequer deu retorno às entidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 17 de outubro, o Fórum Sergipano pelo Direito à Comunicação realizou uma Sessão Especial na Assembleia Legislativa que discutiu a comunicação pública em Sergipe, trazendo novamente uma experiência de outro estado, desta vez do Rio Grande do Sul. Eis que Luciano Correia mais uma vez não compareceu, mesmo tendo sido convidado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas posturas demonstram o encerramento dos diálogos entre a Superintendência da Fundação Aperipê e a sociedade civil organizada e apontam para o distanciamento da Aperipê de projeto de comunicação pública verdadeiramente autônoma e com efetiva participação social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como agravante, o Superintendente da Fundação Aperipê, Luciano Correia, é professor efetivo dedicação-exclusiva do quadro da Universidade Federal de Sergipe, que não concedeu a sua licença para exercer o cargo na FUNDAP. Portanto, Luciano Correia continua exercendo, de forma ilegal, as duas funções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste sentido, reivindicamos a imediata saída de Luciano Correia da Superintendência da Fundação Aperipê. E como alternativa, solicitamos ao Governador Marcelo Déda que abra uma consulta pública na qual a sociedade sergipana participe da indicação do novo Superintendente e continue a discutir os rumos da comunicação pública em Sergipe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um novo projeto</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A abertura de uma consulta pública sobre a gestão da Fundação Aperipê pode representar o início da construção de um novo projeto de comunicação pública em Sergipe. Para estas entidades, a mudança do atual gestor é importante para a resolução de alguns dos problemas apresentados, porém defendemos uma ampla reestruturação da Fundação Aperipê a partir de quatro eixos centrais: gestão, financiamento, conteúdo e direitos trabalhistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gestão</strong> - A gestão da Aperipê é caracterizada por uma administração centralizada no Superintendente, com um Conselho Deliberativo sem participação social, com ampla maioria de secretários de estado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Defendemos que o Conselho Deliberativo seja a instância superior da Aperipê, sendo composto com ampla participação da sociedade, através de uma consulta pública, definidos mecanismos de eleição direta e mandatos. A Superintendência da FUNDAP deve ainda estar subordinada ao Conselho, como órgão de fiscalização e deliberação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Financiamento </strong>– Os recursos atuais da Aperipê são basicamente advindos da Secretaria de Educação, revelando uma forte dependência ao Governo do Estado. Este fato é preocupante, pois coloca a FUNDAP numa indefinição financeira a cada mudança de Governo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Defendemos a criação de um fundo orçamentário público específico para a Fundação Aperipê, oriundo de arrecadação de impostos. Defendemos ainda a ampliação das fontes de recursos para a Aperipê, a partir de ações de prestação de serviços e consultorias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Conteúdo </strong>– Vez ou outra, os telespectadores e ouvintes da TV e Rádios AM e FM da Aperipê se deparam com transmissão de boletins ou ações governamentais em detrimento do conteúdo oficial das emissoras. Foi assim com a transmissão ao vivo da inauguração do Estádio Francão em Estância em substituição ao programa Repórter Brasil da TV Brasil; foi assim com a transmissão ao vivo da cerimônia de entrega do Diploma de Patrimônio Histórico da Humanidade à Praça São Francisco, em São Cristóvão, no lugar do Jornal Notícias Aperipê.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É legítima a transmissão de eventos e atividades do governo que tenham interesse público, porém quando esta transmissão ocorre em substituição a programas oficiais e sem comunicação alguma à sociedade, se configura como ingerência governamental, o que fere o caráter público da FUNDAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso, defendemos a criação de um Conselho de Programação, composto por servidores da Aperipê e representações da sociedade. Esse Conselho deve ser responsável por definir as linhas para a programação das emissoras e monitorar o seu conteúdo, a partir dos princípios de construção da cidadania crítica, consolidação da democracia, garantia do direito à informação e desenvolvimento da consciência crítica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direitos trabalhista</strong>s - Trabalhadores com quase 30 anos de dedicação e empenho à Aperipê não possuem ainda um Plano de Cargos e Salários que lhes proporcione salários e condições dignas de trabalho. Estes mesmos servidores reclamam da falta de formação e aperfeiçoamento às novas tecnologias. Há ainda, no quadro da Fundação Aperipê, um elevado número de cargos comissionados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, defendemos que seja instituído um Plano de Cargos, Carreiras e Salários de forma a estabilizar e valorizar os servidores efetivos da Fundação Aperipê e a imediata abertura de concurso público, de forma a organizar, regularizar e ampliar o quadro funcional da FUNDAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isto, reafirmamos a importância da Fundação Aperipê para a sociedade sergipana e defendemos a participação social como eixo fundamental para o início destas transformações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste sentido, reivindicamos ao Governador Marcelo Déda, que em paralelo à consulta pública para indicação de um novo gestor para a Fundação Aperipê, crie um Grupo de Trabalho que discuta de forma permanente e encaminhe as mudanças necessárias na FUNDAP.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este Grupo de Trabalho deve envolver diversos segmentos da sociedade civil, dos trabalhadores da Aperipê e do Governo do Estado ligados diretamente à Comunicação, como Secretaria de Educação, Secretaria de Comunicação, Secretaria de Cultura, Secretaria de Direitos Humanos e Casa Civil.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Sergipe, 16 de novembro de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assinam esta Nota:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ABRAÇO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias em Sergipe</p>
<p>CDJBC – Centro Dom José Brandão de Castro</p>
<p>CUT – Central Única dos Trabalhadores em Sergipe</p>
<p>ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social</p>
<p>Fórum Permanente do Audiovisual de Sergipe</p>
<p>Instituto Braços</p>
<p>INTERVOZES – Coletivo Brasil de Comunicação Social</p>
<p>MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos em Sergipe</p>
<p>SINDIJOR – Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe</p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-11-18T22:15:31Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/mudancas-no-setor-audiovisual-brasileiro-sao-discutidas-em-curso">        <title>Mudanças no setor audiovisual brasileiro são discutidas em curso</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/mudancas-no-setor-audiovisual-brasileiro-sao-discutidas-em-curso</link>        <description>Ciclo de palestras "Direito à Comunicação" no Ceará debate nos dias 18 e 19 de novembro a regulação da produção audiovisual no país. A pesquisadora Carolina Ribeiro e militante da Via Campesina Thalles Gomes apresentam as transformações do setor. </description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<img class="image-left" src="cartazciclo3.jpg/image_preview" alt="Debate_Ceara_Novembro" />
<p>A produção audiovisual no Brasil é o tema do último encontro do Ciclo de Palestras Direito à Comunicação – a sociedade quer discutir a sua mídia. A palestra acontece na próxima sexta-feira (18/11), às 18h, no auditório Rachel de Queiroz, localizado na área 2 do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará (UFC). O evento é aberto ao público e conta com a presença de intérpretes de Libras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A&nbsp; jornalista Carolina Ribeiro, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integrante do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, traz à mesa os temas recentes que estão sendo discutidos sobre as políticas públicas de comunicação, com foco no setor do audiovisual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fato mais recente é a Lei nº 12.485/2011, aprovada em setembro, que unifica a regulamentação de TV por assinatura no país. Por um lado, a nova legislação torna ilimitada a participação do capital estrangeiro nesse mercado; por outro, garante espaços e financiamento ao conteúdo independente na grade de programação dos canais fechados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também participa da discussão o integrante da Brigada de Audiovisual da Via Campesina Thalles Gomes, que apresenta a experiência de produção dos movimentos populares e discute a utilização dos recursos tecnológicos como estratégia política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A discussão iniciada na sexta vai ser aprofundada no sábado (19), com aula ministrada por Carolina Ribeiro, no auditório do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc), que fica na Avenida da Universidade, 2346. O momento é limitado a um público de 50 pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Ciclo de Palestras Direito à Comunicação: a sociedade quer discutir a sua mídia é uma realização do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e da Universidade Federal do Ceará (através dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC) e conta com o apoio do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc).</p>
<p>&nbsp;</p>
<strong>Serviço:</strong>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ciclo de Palestras Direito à Comunicação: a sociedade quer discutir a sua mídia</p>
<p>Palestra: “A produção audiovisual no Brasil hoje”</p>
<p>Dia 18/11 (sexta-feira) – Palestra com Carolina Ribeiro e Thalles Gomes, as 18h, no auditório Rachel de Queiroz, localizado no Centro de Humanidades II da UFC (Av. da Universidade 2762 – Benfica).</p>
<p>Dia 19/11 (sábado) – aula com Carolina Ribeiro, às 13h, no auditório da Adufc. Avenida da Universidade, 2346. Entrada gratuita. 50 vagas.</p>
<p>&nbsp;</p>
Mais informações: Helena Martins (8793-4091) e Mônica Mourão (8616-2627).]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-11-16T15:34:46Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>
    <item rdf:about="http://www.intervozes.org.br/noticias/vozes-silenciadas-sera-lancada-em-sp-nesta-quarta-16-11">        <title>"Vozes Silenciadas" será lançada em SP nesta quarta, 16/11</title>        <link>http://www.intervozes.org.br/noticias/vozes-silenciadas-sera-lancada-em-sp-nesta-quarta-16-11</link>        <description>Evento será realizado no Sindicato dos Jornalistas e contará com a presença de Solange Engelmann, da Coordenação Nacional do MST, Bia Barbosa, representando o Intervozes, e Altamiro Borges, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.</description><content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[
<p><img class="image-inline" src="../VozesSilenciadas.jpg/image_preview" alt="VozesSP" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na próxima quarta, 16/11, em São Paulo, o Intervozes lança a pesquisa Vozes Silenciadas em evento de comemoração dos 30 anos do Jornal Sem Terra. O evento será realizado no Sindicato dos Jornalistas e contará com a presença de Solange Engelmann, da Coordenação Nacional do MST, Bia Barbosa, representando o Intervozes, e Altamiro Borges, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.<br /><br />A pesquisa já foi lançada em Brasília, Sergipe e em diversas cidades do Ceará. O trabalho faz uma avaliação da cobertura da mídia sobre o MST durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito de 2010. A publicação aponta que quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao MST e suas ações. Ao todo foram usados 192 termos diferentes, entre expressões que procuraram desmoralizar o MST. <br /><br />A pesquisa foi realizar com apoio da Fundação Friedrich Ebert e da Federação do Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (FITERT). A publicação esta disponível para download no <a class="external-link" href="../publicacoes/livros/vozes-silenciadas/VozesSilenciadas_Final_1009.pdf">site do Intervozes</a>.<br /><br /><strong>SERVIÇO</strong><br /><br />Lançamento do relatório “Vozes Silenciadas – A cobertura da mídia sobre o MST durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito”<br />Data: 16/11/2011<br />Horário: 19h<br />Local: Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo - Rua Rego Freitas - 530<br />Mais informações: 011 3877.0824<br />&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>        <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>        <dc:creator>gesio2</dc:creator>        <dc:rights></dc:rights>                <dc:date>2011-11-11T21:13:03Z</dc:date>        <dc:type>News Item</dc:type>    </item>




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