31
mai-2007

Senador e deputado falam em preservar “produção e programação” nacional

O deputado Júlio Semeguini (PSDB/SP) e o senador Wellington Salgado (PMDB/MG) estiveram nesta quarta, 30, no primeiro dia do Congresso da Abert (associação de emissoras de rádio e TV). Os parlamentares, que presidem, respectivamente, as comissões de comunicação da Câmara e do Senado, fizeram discursos que estão em linha com as preocupações dos radiodifusores. Para Semeghini, é importante que a discussão da convergência preserve "o que está bem construído nas comunicações brasileiras, ou seja, o conteúdo brasileiro".

Wellington Salgado foi um pouco mais incisivo. Ele utilizou o exemplo dado por Antônio Valente, presidente da Telefônica, em audiência no Senado na semana passada e afirmou que "as teles têm dito que não querem 'entregar a pizza', mas o grande segredo não é a produção de conteúdo; é a programação de conteúdo", disse, pedindo uma lei que proteja o conteúdo nacional, a produção e também a programação nacional. Os conceitos de produção e programação são definidos na regulamentação do setor audiovisual. Com base nessas definições, falar em preservação dos interesses brasileiros na programação significa dizer que apenas brasileiros decidirão o que será exibido, o que é muito mais complexo para empresas de telecomunicações ou TV paga do que dizer que haverá proteção ao conteúdo nacional.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao comentar as intervenções de Salgado (que é seu suplente no Senado) disse que o senador está "fazendo o seu dever de casa direitinho", e completou: "ao falarmos de convergência, é preciso ver como a radiodifusão vai interagir com as telecomunicações, sem perder espaço, sem ceder um centímetro de espaço".

 

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